terça-feira, 12 de julho de 2011
Animais Herois!!!
Essa lindeza aí da foto é a lhasa apso Nina, que salvou a vida de um bebezinho recém nascido em São Paulo, sexta passada. Passeando com sua dona, ela parou para farejar uma sacola de supermercado jogada no chão, chamando a atenção para uma menininha nua e ainda toda sujinha de sangue. Érica, a dona de Nina, levou a garotinha para casa, tomou todas as providências, e hoje a recém nascida já se encontra em segurança e fora de qualquer perigo.
Tomara que ela consiga logo um bom lar para crescer cercada de amor. E parabéns para a fofíssima Nina, que respondeu à altura àqueles que dizem que cãezinhos de estimação são parasitas que não servem para nada.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Moda e música juntas! Cantores tiram fotos com estilistas que eles amam!
A musa do Karl Lagerfeld é a cantora sensacional Janelle Monáe! E tem tudo a ver com os terninhos branco e preto. “Janelle rima com Chanel”, brinca o estilista da grifre francesa
A poderosa britânica Florence Welch é a musa da Frida Giannini, diretora de criação da Gucci.
“Desde que ela apareceu, eu fiquei louca para vesti-la”, disse Frida.
As estilistas Kate e Laura Mulleavy da grife Rodarte se apaixonaram por Kanye West no último festival Coachella.
“Uma das performances mais impressionantes que você verá na vida”, contaram as estilistas
A cantora M.I.A é a musa inspiradora da Donatella da grife Versace. E tudo começou quando a diva da moda viu o clipe “Paper Planes” da cantora inglesa. “A música e o estilo dela são tão refrescantes e inovadores”, disse Donatella.
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A Yoko Ono é a musa de Lazaro Hernandez da grife Proenza Shoulder. “Nós realmente nos atraímos por espíritos independentes, pessoas que não seguem tendeências”, disse Lazaro.
A cantora de jazz Esperanza Spalding, que tirou de Justin Bieber o prêmio de revelação no último Grammy, é a musa do estilista da Calvin Klein, Francisco Costa. “Eu admiro a paixão e a confiança dela”, falou Costa.
A poderosa britânica Florence Welch é a musa da Frida Giannini, diretora de criação da Gucci.
“Desde que ela apareceu, eu fiquei louca para vesti-la”, disse Frida.
As estilistas Kate e Laura Mulleavy da grife Rodarte se apaixonaram por Kanye West no último festival Coachella.
“Uma das performances mais impressionantes que você verá na vida”, contaram as estilistas
A cantora M.I.A é a musa inspiradora da Donatella da grife Versace. E tudo começou quando a diva da moda viu o clipe “Paper Planes” da cantora inglesa. “A música e o estilo dela são tão refrescantes e inovadores”, disse Donatella.
A Yoko Ono é a musa de Lazaro Hernandez da grife Proenza Shoulder. “Nós realmente nos atraímos por espíritos independentes, pessoas que não seguem tendeências”, disse Lazaro.
A cantora de jazz Esperanza Spalding, que tirou de Justin Bieber o prêmio de revelação no último Grammy, é a musa do estilista da Calvin Klein, Francisco Costa. “Eu admiro a paixão e a confiança dela”, falou Costa.
domingo, 10 de julho de 2011
Você sabe quem foi Frederico Figner?? Pois deveria, viu? Principalmente se gosta de música BRASILEIRA!!!
Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia.
Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.
Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.
Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz.
O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.
Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.
Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.
Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana
CASA EDISON
Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.
Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.
Casa Edison da Rua do Ouvidor
OS PRIMEIROS DISCOS
Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela.
Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas.
O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902.
Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.
A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.
A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.
A MANSÃO FIGNER
Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil empreendedor.
A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac.
É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”.
Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola.
Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.
RETIRO DOS ARTISTAS
Fred era um homem generoso e solidário.
Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.
Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.
Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.
Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.
O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.
Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.
Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.
Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz.
O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.
Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.
Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.
Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana
CASA EDISON
Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.
Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.
Casa Edison da Rua do Ouvidor
OS PRIMEIROS DISCOS
Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela.
Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas.
O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902.
Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.
A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.
A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.
A MANSÃO FIGNER
Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil empreendedor.
A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac.
É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”.
Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola.
Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.
RETIRO DOS ARTISTAS
Fred era um homem generoso e solidário.
Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.
Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.
Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.
Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.
O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.
sábado, 9 de julho de 2011
Light pode ter 4.000 bueiros com risco de explodir no Rio, diz Ministério Público!!!
O grande assunto do dia é o bueiro-bomba. A Light agora está investindo no ramo de mina terrestre.
Estão dizendo que um terrorista está atacando o Rio de janeiro. É o Osama bin Light! Rarará!
Cogitam até mudar o nome da cidade para Bueiros Aires! Rarará!
Alguns bairros também vão seguir a tendência. Copacabana será "Copacabomba" e Leblon será "Leblomba"! Rarará!
Os mais otimistas andam dizendo que a Light lançará um plano fidelidade, para quem quiser voar nas tampas dos bueiros! Rarará!
A Nasa pretende lançar foguetes através dos bueiros!
Até a organização das Olímpiadas resolveu mudar o logo em homenagem ao novo cenário do Rio.
E para terminar, existe até um predestinado que conseguiu escapar de um “bueiro-bomba”. Sabe qual é o nome dele? Rodrigo Façanha! Rarará!
Estão dizendo que um terrorista está atacando o Rio de janeiro. É o Osama bin Light! Rarará!
Cogitam até mudar o nome da cidade para Bueiros Aires! Rarará!
Alguns bairros também vão seguir a tendência. Copacabana será "Copacabomba" e Leblon será "Leblomba"! Rarará!
Os mais otimistas andam dizendo que a Light lançará um plano fidelidade, para quem quiser voar nas tampas dos bueiros! Rarará!
A Nasa pretende lançar foguetes através dos bueiros!
Até a organização das Olímpiadas resolveu mudar o logo em homenagem ao novo cenário do Rio.
Até inventaram uma nova grafia para a palavra “Rio”.
E para terminar, existe até um predestinado que conseguiu escapar de um “bueiro-bomba”. Sabe qual é o nome dele? Rodrigo Façanha! Rarará!
Meryl Camaleoa!
Ao longo da carreira Meryl Streep (Julie & Julia) foi muitas vezes chamada de camaleoa, devido às transformações que sofria a cada personagem. Seu novo desafio é a ex-primeiro-ministra britânica Margaret Thatcher, que Streep interpreta no ainda inédito The Iron Lady.
A foto retrata Margaret Thatcher e seu marido Denis, interpretado por Jim Broadbent (Moulin Rouge), em uma reunião do Partido Conservador realizada em Brighton, em 1980. Do lado de fora milhares de pessoas protestavam.
Dirigido por Phyllida Lloyd, com quem a atriz já havia trabalhado em Mamma Mia, The Iron Lady é a cinebiografia de Margaret Thatcher, tendo como enfoque principal o período em que aconteceu a Guerra das Malvinas. O elenco conta também com Anthony Head (Sweeney Todd), Richard E. Grant (Assassinato em Gosford Park) e Michael Pennington (O Retorno de Jedi).
Apesar de sua estreia ainda não ter sido agendada, a expectativa é que The Iron Lady chegue aos cinemas ainda neste ano. Até mesmo para que Meryl Streep tenha a chance de disputar mais uma indicação ao Oscar.
Baixe livro de graça, ajoelhe e reze.
A favor do erotismo pleno e do copyleft -todos os direitos revertidos ao público e não reservados aos barões gutenberguianos. Pela livre e democrática circulação do mar de histórias e de palavras. Para esquentar a cabeceira dos amantes e refazer o fogo dos leitos apagados.
Por estas e por muitas outras razões, deixamos aqui, livre para download, este breviário de porno-devoções às mulheres. Baixe de graça, espalhe e reze com a cria da sua costela. O imoral e imodesto autor/sampleador agradece.
Por estas e por muitas outras razões, deixamos aqui, livre para download, este breviário de porno-devoções às mulheres. Baixe de graça, espalhe e reze com a cria da sua costela. O imoral e imodesto autor/sampleador agradece.
Chupa essa manga sistema!
Na Carolina do Norte um homem com uma hérnia na coluna, sem plano de saúde e sentindo muitas dores, encontrou uma solução lógica para o problema, roubou um dólar do caixa de um banco e, com a nota no bolso, esperou sentado em frente à agência pela chegada da polícia, foi preso e agora recebe assistência médica gratuita além de comida e um teto na prisão. A justiça americana quer colocá-lo em liberdade acusando-o de manipular o sistema. Chupa essa manga sistema!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Taí um livro que eu quero ler!
Rodrigo foi um esquizofrenico que nos deixou muito cedo, mas deixou uma obra importante e até um blog:
http://lowcura.blogspot.com/
Este é o foi o seu último post:
A mente esquizofrênica não funciona bem e boicota, sem os remédios, o tempo todo. Com remédios ficamos bem. Leves e tranqüilos para o mundo, que é muito bom. Fora as pessoas que não valem à pena, estas manter distância torna-se necessário. Positive Vibrations.
outro:
mobiliando o silêncio
com aquários vazios
vê-se inexistente
uma cor na parede
o que se vê
é um pássaro com sede
de poleiro em poleiro
fazendo voar a gaiola
A literatura e a esquizofrenia vieram juntas há exatos 20 anos. Foi depois do primeiro surto, aos 23, que Rodrigo de Souza Leão começou a escrever ficção sem parar. Em algumas vezes, versos rabiscados no primeiro pedaço de papel que aparecesse pela frente. Noutras, poesias curtas em revistas literárias na internet. O mundo virtual era sua vitrine. Rodrigo editava uma revista literária, escrevia para sites e mantinha um blog, o Lowcura. Em 2008, conseguiu realizar um sonho: publicou pela editora 7 Letras seu primeiro livro em prosa, Todos os Cachorros São Azuis. Ficou eufórico por ser um dos 50 finalistas do Prêmio de Literatura Portugal Telecom, ao lado de nomes como José Saramago, Manoel de Barros e Milton Hatoum. O romance, quase uma autobiografia, é uma imersão no mundo da esquizofrenia.
Agora, dois anos após a sua morte, esse livro virou uma peça de teatro e a editora Record está publicando sua autobiografia: ESQUIZOIDE, CORAÇÃO NA BOCA!
http://lowcura.blogspot.com/
Este é o foi o seu último post:
A mente esquizofrênica não funciona bem e boicota, sem os remédios, o tempo todo. Com remédios ficamos bem. Leves e tranqüilos para o mundo, que é muito bom. Fora as pessoas que não valem à pena, estas manter distância torna-se necessário. Positive Vibrations.
outro:
mobiliando o silêncio
com aquários vazios
vê-se inexistente
uma cor na parede
o que se vê
é um pássaro com sede
de poleiro em poleiro
fazendo voar a gaiola
A literatura e a esquizofrenia vieram juntas há exatos 20 anos. Foi depois do primeiro surto, aos 23, que Rodrigo de Souza Leão começou a escrever ficção sem parar. Em algumas vezes, versos rabiscados no primeiro pedaço de papel que aparecesse pela frente. Noutras, poesias curtas em revistas literárias na internet. O mundo virtual era sua vitrine. Rodrigo editava uma revista literária, escrevia para sites e mantinha um blog, o Lowcura. Em 2008, conseguiu realizar um sonho: publicou pela editora 7 Letras seu primeiro livro em prosa, Todos os Cachorros São Azuis. Ficou eufórico por ser um dos 50 finalistas do Prêmio de Literatura Portugal Telecom, ao lado de nomes como José Saramago, Manoel de Barros e Milton Hatoum. O romance, quase uma autobiografia, é uma imersão no mundo da esquizofrenia.
Agora, dois anos após a sua morte, esse livro virou uma peça de teatro e a editora Record está publicando sua autobiografia: ESQUIZOIDE, CORAÇÃO NA BOCA!
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