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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Chinua Achebe e os viajantes com mentes estreitas!
“Travelers with closed minds can tell us little except about themselves. But even those not blinkered, like Conrad with xenophobia, can be astonishing blind. Let me digress a little here. One of the greatest and most intrepid travelers of all time, Marco Polo, journeyed to the Far East from the Mediterranean in the thirteenth century and spent twenty years in the court of Kublai Khan in China. On his return to Venice he set down in his book entitled Description of the World his impressions of the peoples and places and customs he had seen. But there were at least two extraordinary omissions in his account. He said nothing about the art of printing, unknown as yet in Europe but in full flower in China. He either did not notice it at all or if he did, failed to see what use Europe could possibly have for it. Whatever the reason, Europe had to wait another hundred years for Gutenberg. But even more spectacular was Marco Polo’s omission of any reference to the Great Wall of China nearly 4.000 miles long and already more than 1.000 years old at the time of his visit. Again, he may not have seen it; but the Great Wall of China is the only structure built by man which is visible from the moon! Indeed travelers can be blind”. (Chinua Achebe)
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Até as cobras adoram viajar de aviao pelo mundo! Só precisam escolher o lugar certo!
sábado, 12 de janeiro de 2013
O brasileiro que desperta a ira de Israel.
Usando seus desenhos para apoiar causas políticas e sociais no Brasil e no Exterior, o cartunista carioca Carlos Latuff coleciona inimigos e entra para a lista de maiores antissemitas do mundo.

A função do artista é violentar”, dizia o cineasta Glauber Rocha (1939-1981). Com essa filosofia na cabeça e um lápis na mão, o cartunista carioca Carlos Latuff, 44 anos, vem despertando paixões e ódios ao redor do mundo. Seu trabalho, povoado de críticas políticas e sociais, o colocou no terceiro lugar do ranking de maiores antissemitas de 2012 do Centro Simon Wiesenthal, organização com sede em Los Angeles (EUA), com mais de 400 mil apoiadores em todo o país. Para justificar a inclusão do brasileiro na infausta lista encabeçada pela Irmandade Muçulmana e pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o CSW lançou mão de uma charge publicada por Latuff durante os ataques de Israel a Gaza em novembro de 2012. A charge mostra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu torcendo o cadáver de uma criança palestina da qual, no lugar de sangue, pingam votos.

Esse é apenas um na longa série de desenhos provocadores que marcaram a ascensão do artista brasileiro no Exterior e já lhe renderam livros na Jordânia, Suécia e Itália, além de extensos perfis em revistas e jornais internacionais, como é o caso do britânico “The Guardian”. Desde o final dos anos 1990, esses cartoons vêm saltando do papel para os muros e cartazes de protesto ao redor do mundo. Foi assim em 2011, durante a chamada Primavera Árabe, movimento que fez explodir a visibilidade de seu trabalho. Sua receita é simples: internet, arte e ativismo, conceito batizado por ele de “artivismo”. A militância já lhe rendeu três prisões no Brasil e um incontável número de ameaças e intimidações mundo afora. Mesmo assim, o carioca que cresceu inspirado pelos desenhos de Hanna Barbera e os truques de Gualba Pessanha, o “Plim Plim, mágico do papel” da TV Educativa, não tem nenhuma pretensão de dar descanso ao lápis e acredita estar no caminho certo, como afirma na entrevista a seguir.
Entrevista
ISTOÉ – Como você recebeu a notícia de que estava na lista de maiores antissemitas?
Carlos Latuff – Com muita tranquilidade. Eu tenho sido acusado de antissemita por organizações que apoiam Israel desde que comecei a desenhar sobre a Palestina. Essa tentativa de associar as críticas ao governo israelense com o ódio aos judeus é uma estratégia para criminalizar e silenciar os críticos. O rabino Marvin Hiers, fundador do CSW, já havia se manifestado publicamente contra mim dizendo que eu era “quase pior que antissemita” por ter feito aquela charge sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
ISTOÉ – O que motiva essas acusações?
Latuff – Elas partem do lobby israelense, que é muito bem organizado. Eu nunca vi uma instituição antissionista judaica me acusar de antissemitismo. O ódio aos judeus não é uma mentira. Ele existiu e existe, e promover a tolerância é sempre necessário. Mas é inaceitável fazer uma manipulação em favor de um Estado sob o argumento de que se está combatendo o antissemitismo. Uma crítica à Arábia Saudita não é um ataque aos muçulmanos ou ao islã, assim como uma crítica ao primeiro-ministro de Israel não é um ataque aos judeus ou ao judaísmo.
ISTOÉ – Você tomará providências contra o Centro Simon Wiesenthal?
Latuff – O relatório do CSW faz parte de uma disputa política e ideológica. A resposta, portanto, deve ir na mesma direção. O cineasta Silvio Tendler publicou carta em meu apoio que está correndo a internet e já conseguiu a assinatura de várias pessoas importantes, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o sociólogo Emir Sader e o ator americano Danny Glover. Eu também abri uma petição pública para coletar a assinatura de pessoas comuns que não aceitam a manipulação do antissemitismo.
ISTOÉ – Você quer voltar à Palestina?
Latuff – Eu gostaria, mas, enquanto tiver de passar pela alfândega israelense, não vou poder entrar. Intelectuais como Norman Finkelstein e Noam Chomsky já foram barrados porque se opuseram às políticas de Israel. Depois de ter sido citado como antissemita tantas vezes, é pouco provável que me deixem entrar.
ISTOÉ – Quando você começou a trabalhar com os movimentos sociais?
Latuff – Em 1998, quando fiz desenhos para os zapatistas no México. Depois, no início de 1999, visitei os territórios palestinos e passei a apoiá-los. Já no Brasil, comecei a trabalhar para os sem-terra, os sem-teto e para as vítimas da violência policial. Minhas charges ganharam projeção lá fora e outros movimentos requisitaram os desenhos. Esse trabalho é um exercício cotidiano de pisar em calos e esse incidente só me estimula a continuar porque me mostra que estou pisando nos calos certos.






Latuff: "Esse é o primeiro desenho de 2013 eu fiz para Luciane Ribeiro em seu celular:"

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A função do artista é violentar”, dizia o cineasta Glauber Rocha (1939-1981). Com essa filosofia na cabeça e um lápis na mão, o cartunista carioca Carlos Latuff, 44 anos, vem despertando paixões e ódios ao redor do mundo. Seu trabalho, povoado de críticas políticas e sociais, o colocou no terceiro lugar do ranking de maiores antissemitas de 2012 do Centro Simon Wiesenthal, organização com sede em Los Angeles (EUA), com mais de 400 mil apoiadores em todo o país. Para justificar a inclusão do brasileiro na infausta lista encabeçada pela Irmandade Muçulmana e pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o CSW lançou mão de uma charge publicada por Latuff durante os ataques de Israel a Gaza em novembro de 2012. A charge mostra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu torcendo o cadáver de uma criança palestina da qual, no lugar de sangue, pingam votos.
Esse é apenas um na longa série de desenhos provocadores que marcaram a ascensão do artista brasileiro no Exterior e já lhe renderam livros na Jordânia, Suécia e Itália, além de extensos perfis em revistas e jornais internacionais, como é o caso do britânico “The Guardian”. Desde o final dos anos 1990, esses cartoons vêm saltando do papel para os muros e cartazes de protesto ao redor do mundo. Foi assim em 2011, durante a chamada Primavera Árabe, movimento que fez explodir a visibilidade de seu trabalho. Sua receita é simples: internet, arte e ativismo, conceito batizado por ele de “artivismo”. A militância já lhe rendeu três prisões no Brasil e um incontável número de ameaças e intimidações mundo afora. Mesmo assim, o carioca que cresceu inspirado pelos desenhos de Hanna Barbera e os truques de Gualba Pessanha, o “Plim Plim, mágico do papel” da TV Educativa, não tem nenhuma pretensão de dar descanso ao lápis e acredita estar no caminho certo, como afirma na entrevista a seguir.
Entrevista
ISTOÉ – Como você recebeu a notícia de que estava na lista de maiores antissemitas?
Carlos Latuff – Com muita tranquilidade. Eu tenho sido acusado de antissemita por organizações que apoiam Israel desde que comecei a desenhar sobre a Palestina. Essa tentativa de associar as críticas ao governo israelense com o ódio aos judeus é uma estratégia para criminalizar e silenciar os críticos. O rabino Marvin Hiers, fundador do CSW, já havia se manifestado publicamente contra mim dizendo que eu era “quase pior que antissemita” por ter feito aquela charge sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
ISTOÉ – O que motiva essas acusações?
Latuff – Elas partem do lobby israelense, que é muito bem organizado. Eu nunca vi uma instituição antissionista judaica me acusar de antissemitismo. O ódio aos judeus não é uma mentira. Ele existiu e existe, e promover a tolerância é sempre necessário. Mas é inaceitável fazer uma manipulação em favor de um Estado sob o argumento de que se está combatendo o antissemitismo. Uma crítica à Arábia Saudita não é um ataque aos muçulmanos ou ao islã, assim como uma crítica ao primeiro-ministro de Israel não é um ataque aos judeus ou ao judaísmo.
ISTOÉ – Você tomará providências contra o Centro Simon Wiesenthal?
Latuff – O relatório do CSW faz parte de uma disputa política e ideológica. A resposta, portanto, deve ir na mesma direção. O cineasta Silvio Tendler publicou carta em meu apoio que está correndo a internet e já conseguiu a assinatura de várias pessoas importantes, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o sociólogo Emir Sader e o ator americano Danny Glover. Eu também abri uma petição pública para coletar a assinatura de pessoas comuns que não aceitam a manipulação do antissemitismo.
ISTOÉ – Você quer voltar à Palestina?
Latuff – Eu gostaria, mas, enquanto tiver de passar pela alfândega israelense, não vou poder entrar. Intelectuais como Norman Finkelstein e Noam Chomsky já foram barrados porque se opuseram às políticas de Israel. Depois de ter sido citado como antissemita tantas vezes, é pouco provável que me deixem entrar.
ISTOÉ – Quando você começou a trabalhar com os movimentos sociais?
Latuff – Em 1998, quando fiz desenhos para os zapatistas no México. Depois, no início de 1999, visitei os territórios palestinos e passei a apoiá-los. Já no Brasil, comecei a trabalhar para os sem-terra, os sem-teto e para as vítimas da violência policial. Minhas charges ganharam projeção lá fora e outros movimentos requisitaram os desenhos. Esse trabalho é um exercício cotidiano de pisar em calos e esse incidente só me estimula a continuar porque me mostra que estou pisando nos calos certos.
Latuff: "Esse é o primeiro desenho de 2013 eu fiz para Luciane Ribeiro em seu celular:"
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Eu já sabia faz tempo! ‘NYT’ escolhe Rio de Janeiro como principal destino turístico de 2013!!
NOVA YORK - A cidade do Rio de Janeiro foi eleita pelo New York Times como o principal destino turístico de 2013, entre 46 lugares no mundo sugeridos pelo jornal norte-americano em uma matéria publicada em seu site na tarde desta sexta-feira.
O Times fala que o Rio vem ressurgindo e está em vias de se tornar um destino turístico mais sofisticado, em meio a um boom do setor de petróleo e dos eventos previstos para os próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso faz com que o Rio deixe de ser conhecido simplesmente pelo seu "Carnaval hedonista". "É a cidade que todo mundo vai estar em 2014", destaca o jornal. Por isso, a sugestão é que se conheça antes, em 2013.
O Times fala ainda da revitalização de algumas áreas do centro da cidade, na zona portuária, do comércio, "uma obsessão carioca" e que atraiu a Apple para abrir sua primeira loja na América do Sul. O jornal lista ainda outros eventos importantes que vão acontecer por lá, como a Copa das Confederações e o encontro de jovens católicos.
Além do Rio, no topo da lista dos 46 destinos estão a cidade de Marseille, na França, que será a capital cultural da Europa em 2013, a Nicarágua, Accra (capital de Gana), Amsterdam e Butão. Nos Estados Unidos, o local mais bem colocado na lista é Houston, no Texas, que vem se transformando em um centro cultural e gastronômico.
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