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domingo, 21 de abril de 2013
Muito bom esse som dançante e moderno que veio do Para! Gang do Eletro!!
"Endoida, irmão! Endoida, irmã!". Grito de guerra da Gang do Eletro, uma das grandes novidades desse fervilhante cadeirão musical do Pará.
Nascida do encontro de WaldoSquash Sousa e Marcos Maderito, a Gang do Eletro só existiu mesmo depois que a dupla chamou Keila Gentil e W-ill Love, da badalada banda de brega AR -15, para integrarem o grupo de eletromelody.
A "batida alucinada" da Gang, que mistura elementos do tecnobrega, house music, tem acentuação forte da música eletrônica com seus sintetizadores e todo o sabor da ‘fuleragem’ do brega paraense. Depois do show "Terruá Pará", que aconteceu em São Paulo, em 2011/2012, foram apontados - juntamente com Felipe Cordeiro, Lia Sophia e Gaby Amarantos -, como uma das promessas do Estado que está atraindo os olhares do Brasil. As apresentações no Festival Rec-Beat e Sónar São Paulo só vieram confirmar o fato.
O grupo continua investindo em uma carreira cada vez mais internacional, que atrai tanto a crítica quanto o público. Lançaram recentemente o clipe da faixa "Velocidade do Eletro", feito pelas ruas do comércio de Belém, sucesso imediato na rede; também nesta semana divulgaram mais faixa do disco, intitulada "Eletro Robô", um mashup de Daft Punk, sons de engranagens e sonoridade latina; e hoje, fazem sua primeira apresentação no exterior, como parte do line up do gigantesco festival South by Southwest , em Austin (Texas – EUA).
Então não deixe de conferir o programa, que registra o show no Festival Se Rasgum de 2011 e ouça a performance devastadora da Gang do Eletro, que não deixa ninguém ficar parado com os beats frenéticos coreografados com tremedeiras que se assemelham a convulsões e tudo isso com toda a "malacagem" da periferia de Belém.
No repertório, alguns dos maiores clássicos das aparelhagens, como : "Panamericano", "Só no charminho", "Vou passar o sal", "Galera da laje" estão lá, numa apresentação que teve a participação de Gaby Amarantos, a Jurunense Apaixonada. É imperdível!
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sábado, 20 de abril de 2013
Não Viaje!!!
Viajar sempre esteve no meu DNA.
Atravessar fronteiras era um desejo meu desde menina, incluindo as fronteiras mentais, não apenas as geográficas. Conhecer, descobrir, avançar, aprender: verbos que de certa forma me definem, todos relacionados com o exercício da liberdade. (...) Não por acaso, os melhores momentos daquela garota que fui estão relacionados com as férias de verão, as temporadas na praia, os passeios organizados pelo colégio. A possibilidade de viajar sempre me pareceu mais atrativa do que qualquer pracinha. Eu queria ir. Para onde, não importava. Tinha pânico de criar raiz.
(...) Viajando é que descobrimos nossa coragem e atrevimento, nosso instinto de sobrevivência e nossa capacidade de respeitar novos códigos de conduta. Viajar minimiza preconceito. Viajantes não têm partido plítico, classe social, time de futebol, firma reconhecida em cartório, senhas decoradas na cabeça.
(...) Mas me atrevo a dar algumas sugestões para quem nunca viajou e tem sérias dúvidas se nasceu para isso.
Se para você é um suplício abandonar seu sofá, seu carro, seu travesseiro e o Fantástico aos domingos, não viaje. Se você é do tipo que não consegue se maravilhar com o que está vendo porque está mais preocupado com os mosquitos, os remédios, as gorjetas, o fuso horário e em checar os e-mails do trabalho, não viaje. Se você não faz ideia em que ponto do mapa fica o local para onde está indo, não tem a mínima curiosidade sobre a cultura do lugar, até desconhece o idioma falado, não viaje. Se você está fazendo as malas sob coação, pois sua mulher o ameaçou com o divórcio, faz bem em ter juízo, vá com ela. Mas, fora algum outro caso assim extremo, não viaje. Não é obrigatório. Não assegura uma vaga no céu. Viajar é para quem tem espírito desbravador, mas se você não tem, não tem.
Texto de Martha Medeiros.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Pensei que estava em NY: ganhei um vouche de 70,00 da loja Corpo e Alma por ser cliente especial. Nunca vi isso no Brasil!! Obaaaaaa
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Clipe A Bossa Nova é Foda!
domingo, 14 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Uau! Charme, luxo e poder feminino!
Charlotte Olympia desenvolveu seis modelos de sapatos, inspirados em grandes nomes da Arte do século 20: Picasso, Mondrian, Van Gogh, Hodgkin, Pollock e Litchenstein. Usando como base o seu tradicional Dolly, foram todos pintados à mão e vendidos, com exclusividade, na Newman Marcus de Miami.
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A cultura do estupro gritando - e ninguem ouve! Texto de Nadia Lapa
Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.
Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.
Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.
Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?
Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.
Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas e provocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela merece ser apalpada por um estranho.
Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.
Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.
O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.
A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas por que ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.
Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?
Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.
Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.
Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.
(PS: Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved.)
Nádia Lapa
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